sexta-feira, 30 de maio de 2014

Estão fechadas as postagens em atraso!

Atenção usuários!
Não serão mais aceitas as postagens atrasadas, valendo N1!
Só valerão as postagens sobre tensoestruturas, que contarão nota para N2.

Abraços,

Maria Regina

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Arcos,Cabos,Arcos e Cabos Associados





Arcos, Cabos, Arcos e Cabos Associados 

Andrea Paiva - 2290691
Menyra Loyola - 20167605

Tayanne Martins - 20160193
Thaís Queiroz - 20153959


> Estrutura em arcos Arqueduto Carioca, Rio de Janeiro (RJ)O Arqueduto Carioca é conhecido como Arcos da Lapa. Foi construído pelo governador Ayres Saldanha em 1723 e está localizado no bairro da Lapa,no Rio de Janeiro. É considerada como a obra arquitetônica de maior porte feita no Brasil, com objetivo de ajudar a levar água da nascente do Rio Carioca á Santa Teresa.
Sua estrutura são arcos contínuos que juntos tornam as forças horizontais nulas,compensando um arco pelo outro e por esse motivo as suas colunas são mais largas na parte inferior do que na superior e isso faz com que a estrutra fique mais leve na parte superior e aguente todas as forças. Antes de sua reeconstrução os arquedutos eram de canos de ferro,porém com o tempo acabou sendo deteriorado e não resistiu. Logo após, ao ser autorizado reconstruir os arcos foram refeitos em alvenaria, uma forma mais rígida e segura.
O arqueduto possui quarenta e dois (42) arcos em dois níveis, 17,6 metros de altura e 270 metros de extensão, onde liga-se o morro de Santa Teresa ao Morro de Santo Antônio, onde a água chegava ao chafariz carioca. Depois de um certo tempo o arqueduto foi desativado e em 1896,os arcos passaram a servir como viaduto para o acesso de bondes a Santa Teresa.




 

 


 > Estrutura em cabosPonte Otávio Frias de Oliveira, São Paulo (SP)
A Ponte é um marco na arquitetura nacional, pois foi construída com um formato único no mundo: duas pontes em curva formando um ´X´ e sustentadas por estais ligados a um único mastro. Uma ponte estaiada é uma ponte suspensa por conjuntos de cabos de aço, os chamados estais, que dão origem ao nome estaiada, conectados a uma torre ou mastro com a função de dar sustentação às suas pistas. Uma obra moderna, é construída em locais onde o uso dos pilares não é aconselhável.
A sustentação das pontes é feita por estais, que são feixes de cabos que variam de 15 a 25 cordoalhas de aço, revestidas por uma bainha de polietileno amarelo, cuja finalidade é proteger os estais da chuva, do vento e dos raios do sol. São 492 toneladas de aço, que se fossem colocadas lado a lado daria para percorrer 378 mil metros. O maior estai tem 195 metros e o menor 78 metros. A distância entre os estais é de 7 metros do lado do rio, e de 6,5 metros do lado do sistema viário. Conforme o arquiteto João Valente, projetista da ponte estaiada, “A cor amarela dos estais foi escolhida por razões estéticas. A idéia foi montar uma espécie de ‘rede de luz’ no meio do céu”.
Concepção da estrutura:
Projeto Básico (duas pontes independentes) - Projeto Executivo (uma única obra)
Projeto Inovador - Dois tabuleiros curvos sobrepostos; mastro único; estreleçamento dos estais

http://www.metalica.com.br/images/stories/Id480/maior/estaiada01.jpg


Duas pontes independentes
  • O Cruzamento entre as duas pontes ocorre próximo a Av. Jornalista Roberto marinho.
  • Cada tabuleiro estaiado é suportado por um mastro.

http://www.metalica.com.br/images/stories/Id480/maior/estaiada02.jpg
http://www.metalica.com.br/images/stories/Id480/maior/estaiada03.jpg 

http://www.metalica.com.br/images/stories/Id480/maior/estaiada04.jpg


> Estrutura em arcos e cabos associados 
Ponte Adomi, Gana - Africa

Localizada em Gana, na África. Temos nela uma estrutura com arcos e cabos associados,o arco é metálico e treliçado e une-se, como que em uma só estrutura, ao tabuleiro da ponte, o que funciona como um sistema para travamento do tabuleiro. Os cabos estão presos diretamente a treliça abaixo do tabuleiro.

A ponte tem um vão principal de 245m e a elevação à coroa dos arcos é de cerca de 60m. O deck é uma estrutura de aço com uma laje de via composto reforçado. 

 


Referências:

http://www.metalica.com.br/
http://www.isiengenharia.com.br



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Universidade que Lê - Capítulo 9 ; Pontes


Universidade Que Lê- Por que os edificios ficam em pé
Capítulo 9 : Pontes 

Andrea Paiva - 2290691
Menyra Loyola - 20167605


Tayanne Martins - 20160193
Thaís Queiroz - 20153959





terça-feira, 20 de maio de 2014

Estruturas em Tenda e Parabolóides

Equipe:
Caroline Ianni
Debora Herculin
Gabrielle Souza
Taís Cruz

Parabolóide- Restaurante Los Manantiales

O Restaurante Los Manantiales foi construído em 1958, em Xochimilco, no México. Foi projetado pelo matemático, engenheiro e arquiteto espanhol Felix Candela, que trabalhou no México e, durante sua carreira ficou muito conhecido como “mestre das cascas de concreto”, entre seus projetos podem ser encontradas várias estruturas em paraboloides hiperbólicos.
O local onde o edifício está implantado, era muito importante para a recreação dos habitantes no século XX, já que nos canais passavam embarcações de madeira que se deslocavam através dos jardins flutuantes.

Fonte: http://www.mexicoenfotos.com/antiguas/distrito-federal/ciudad-de-mexico/MX13109490163617

Foi a partir disto que a inspiração de Candela surgiu, inspirado nas flores aquáticas e algas o edifício surge em meio ao lago em formato de flor de lótus, aparentemente flutuando e integrando-se com a paisagem e mantendo a intenção do arquiteto de não construir um edifício discrepante da natureza e beleza do local.
O restaurante foi construído com concerto armado e vidro, possui 42m de diâmetro. O espaço interno pode acomodar até 1000 pessoas.


Fonte imagem: http://www.archdaily.com.br/

O projeto é composto por 4 parabóides hiperbólicos idênticos, rotacionados em torno de um ponto central comum. As imagens abaixo mostram a aplicação dos paraboloides hiperbólicos, assim como o eixo central, onde ocorre a intersecção das partes da estrutura:
Fonte imagem: http://www.archdaily.com.br/br/01-43272/classicos-da-arquitetura-restaurante-los-manantiales-felix-candela

Fonte imagem: http://www.archdaily.com.br/br/01-43272/classicos-da-arquitetura-restaurante-los-manantiales-felix-candela

O paraboloide hiperbólico constitui não apenas a cobertura, mas também a estrutura da obra.  A carga é absorvida pelos apoios formados pela parte inferior das parábolas existentes nas bordas externas do conjunto.  A maneira como os apoios chegam ao chão transmitem uma sensação de que a construção flutua, este efeito se dá por conta de uma “dobra” na borda do concreto, que recua o apoio e mantem a curva inferior da borda afastada do chão com a espessura aparente:


Apoios que se estendem das bordas externas dos paraboloides. Fonte: http://noticias.arq.com.mx/Detalles/12986.html#.U3u73vldVio

Fonte imagem: http://fresharquitectos.blogspot.com.br/2012/12/restaurante-los-manantiales-mexico-df.html

A rigidez da cobertura, alcançada pela forma, permitiu que esta fosse construída com apenas 5cm de espessura.

Fonte imagem: http://www.archdaily.com.br/br/01-43272/classicos-da-arquitetura-restaurante-los-manantiales-felix-candela

O fechamento do restaurante foi feito em vidro modulados com 2,40x2,40m, este elemento conecta interior da construção com os belos jardins e o lago existentes na área externa. A entrada da iluminação natural provoca um curioso efeito de sombras na área interna, uma vez que a cobertura não recebe a luz de maneira uniforme.


Fonte imagem: www.flickr.com

A altura máxima dos paraboloides é de 8,25m nas extremidades, e a mínima de 5,90m ao centro onde acontecem bailes e cerimônias.

Fonte: http://noticias.arq.com.mx/Detalles/12986.html#.U3u73vldVio

O edifício se mescla com a paisagem, aparentando fazer parte do jardim.



Algumas paredes independentes desta estrutura abrigam a cozinha, sanitários e o acesso ao saguão.

Fonte imagem: www.flickr.com

Acesso e estacionamento. Fonte imagem: www.flickr.com

A planta é simétrica, possui 8 pontas iguais formadas pelos paraboloides hiperbólicos:

Fonte Imagem: http://www.greatbuildings.com/buildings/Los_Manantiales.html

Corte do Restaurante Los Manantiales:

Fonte Imagem: http://www.greatbuildings.com/buildings/Los_Manantiales.html

Na elevação fica bem clara a maneira como foram projetados os apoios, conforme citado acima:

Fonte Imagem: http://www.greatbuildings.com/buildings/Los_Manantiales.html

A imagem abaixo mostra os operários fazendo o cobrimento da estrutura metálica com o concreto:

Fonte Imagem: http://www.archdaily.mx/48878/clasicos-de-arquitectura-restaurante-los-manantiales-felix-candela/1309547272-skyscrapercity-png/

Tendas
O uso das estruturas de membranas tensionadas, vem sendo muito utilizada em construções que tenham características diferentes das usuais, por conta de sua flexibilidade, leveza, baixo custo e conseguirem vencer grandes vãos. As tendas funcionam muito bem aos esforços de tração, porém não oferecem muita resistência à compressão ou à flexão.
Este tipo de estrutura começou a ser desenvolvida no século XIX. Por conta dos poucos recursos da época, não houve muito avanço de seus materiais. No entanto, logo após a revolução industrial houve um grande desenvolvimento de tendas, aumentando a resistência do material e reduzindo seu custo. A partir disso, outros tipos de mantas estruturais foram sendo criadas, priorizando a luminosidade e flexibilidade.


Nas construções de membrana estrutural utilizam-se as redes de cabos tracionadas e os sistemas de cabos treliçados e para obter um desempenho satisfatório essa estrutura precisa ser projetada de maneira que toda a membrana esteja tracionada.
Os principais elementos de aplicação do pré tracionamento da membrana desse tipo de estrutura são os cabos tensores e pressão do ar. Quando o principal elemento de tração da membrana é o cabo tensor, a estrutura é chamada de estrutura de membrana tracionada por cabos. Da mesma forma, quando a tração se da por pressão do ar, a estrutura é classificada como estrutura pneumática.

Ginásio Nacional Yoyogi  - Kenzo Tange


                O Ginásio foi construído m 1964 para a realização dos jogos olímpicos, O arquiteto responsável, Kenzo Tange, projetou dois edifícios sendo o principal para as competições de natação e patinação e o outro edifício anexo para os jogos de basquete.
                O edifício principal possui uma forma de dois semi círculos desencontrados, existem dois pilares de concreto armado, entre esses pilares estende se cabos de aço soldados a chapas esmaltadas que sustentam a membrana que compõe a cobertura do Ginásio principal. As arquibancadas e tribunas também são suportados por cabos.




Cabos tensores ancorados em blocos de concreto


                A forma da cobertura curva promove resistência às ações dos ventos e dos furacões da região. Dentro do Ginásio acontece uma iluminação natural que vem por do centro da cobertura.


Fonte: http://www.archdaily.com/109138/ad-classics-yoyogi-national-gymnasium-kenzo-tange/

                O edifício anexo possui uma forma de espiral, a estrutura conta com um mastro construído sobre uma placa e cabos tensores radiais.


               A cobertura é uma estrutura laminar, semelhante à rede de arame com bordas rígidas. O edifício tem um anel exterior que se eleva entre a  bobina e que são estruturadas a intervalos regulares vigas diagonais que sustentam as placas de aço com 4,5mm de espessura.


Fonte: http://www.archdaily.com/109138/ad-classics-yoyogi-national-gymnasium-kenzo-tange/

Bibliografia e referências:

Salvadori, Mário – Por Que os Edifícios Ficam de Pé – Coleção Mundo da Arte
Editora WMF Martins Fonte imagems – 2° edição, 2011.
Rebello, Yopanan Conrado Pereira – A concepção estrutural e a arquitetura
Zigurate Editora – 4° edição, 2006.
http://arquiscopio.com/archivo/2012/05/17/restaurante-los-manantiales/ - Acessado em 14/05/2014
http://www.archdaily.mx/48878/clasicos-de-arquitectura-restaurante-los-manantiales-felix-candela/ - Acessado em 14/05/2014
http://www.archdaily.com.br/br/01-43272/classicos-da-arquitetura-restaurante-los-manantiales-felix-candela - Acessado em 14/05/2014
http://fresharquitectos.blogspot.com.br/2012/12/restaurante-los-manantiales-mexico-df.html - Acessado em 14/05/2014
http://www.greatbuildings.com/buildings/Los_Manantiales.html - Acessado em 14/05/2014





Tensoestruturas - Tenda e Parabolóide.

Grupo: Marina Serrone/ Juliana Guimarães/ Giovanna Finco/ Caroline Lima/ Jéssica Allana. _____________________________________________________________________________ TENDA: ESTÁDIO OLÍMPICO DE MUNIQUE
Em 1966, Munique foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional para sediar os Jogos Olímpicos de 1972. A cidade não dispunha de nenhuma infraestrutura esportiva que pudesse abrigar o evento, havendo apenas uma grande área plana e inabitada a quatro quilômetros do centro. Esta área abrigou durante a 2ª Guerra Mundial um aeroporto militar das forças armadas alemãs, e demonstrava ser o local ideal para a realização dos Jogos Olímpicos. A idéia principal do projeto era a construção de uma enorme tenda sobre as instalações, com leveza estrutural e possibilitando harmonia com o entorno. A superfície tensionada contínua que une todos os edifícios está sujeita a um sistema estrutural que cria uma série de volumes pelo terreno. A membrana das coberturas é suspensa a partir de uma sequência de mastros, permitindo que as curvas drapeadas da superfície flutuem de forma dinâmica pelo local, variando a forma, a escala e as características de cada seção. As grandes coberturas são estabilizadas lateralmente através de uma rede de cabos menores que se conectam a um cabo de aço maior, estendendo-se sobre a extensão em bases de concreto em cada extremidade. Além da conexão com a paisagem, os painéis acrílicos que revestem a membrana tensionada estabelecem uma relação com seu contexto e com a exposição de luz que ela propicia. A principal característica do estádio é o teto retrátil, com 75 mil metros quadrados.
-Ficha Técnica -Nome: Olimpia Park -Local: Munique, Alemanha -Arquitetos: Frei Otto e Gunther Behnisch -Capacidade: 69.250 espectadores -Materialidade: Metal e Tecido -Estrutura: Aço -Inauguração: 26 de maio de 1972 _____________________________________________________________________________ Bibliografia http://www.lmc.ep.usp.br/people/hlinde/estruturas/munique.htm http://www.archdaily.com.br/br/01-34759/estadio-olimpico-de-munique-frei-otto-e-gunther-behnisch _____________________________________________________________________________ PARABOLÓIDE: LABORATÓRIO DE RAIOS CÓSMICOS DA UNIVERSIDADE DO MÉXICO
Felix Candela (1910-1997), privilegiou a utilização das superfícies regradas. É recordado pelas suas coberturas espetaculares em que usa parabolóides hiperbólicos. Estas coberturas são econômicas do ponto de vista da matéria-prima (cimento armado), mas a concretização das cofragens em madeira exige grande quantidade de mão-de-obra. A primeira vez que Candela utilizou o parabolóide hiperbólico como solução para cobertura foi em 1951 no Pavilhão de Raios Cósmicos. Este pavilhão, situado na Cidade Universitária da cidade do México, tinha como fim albergar um laboratório de nêutrons que requeria uma cobertura cuja espessura não ultrapassasse 1,5 cm. Candela propôs a utilização de parabolóides hiperbólicos, argumentando que a forma geométrica desta superfície lhe conferia a rigidez necessária para permitir a construção de uma cobertura de espessura mínima. Foi a realização desta cobertura que deu ao seu autor fama internacional. _____________________________________________________________________________ Bibliografia http://issuu.com/formas-formulas/docs/cat__logo_exposi____o http://www.desdelared.com.mx/2008-2012/2010/raices-2/0708-felix-candela.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Estrutura - Grandes Vãos 

Grupo:

Andrea Calvo Paiva RA 02290691
Menyra Loyola Santos RA 20167605
Thais Queiroz RA 20153959
Tayanne Martin RA 20160193

Vigas Vagão


O sistema chamado de viga vagão formado por uma viga principal com seção retangular e um ou dois montantes vinculados a tirantes fixados nas extremidades da peça, passando pela parte inferior dos montantes, é uma interessante opção para uso em sustentação de fôrmas para concreto. Resulta em um sistema leve, de fácil manuseio, boa rigidez e de boa capacidade mecânica.
As vigas-vagão ou vigas armadas representam um importante sistema estrutural capaz de
promover um melhor aproveitamento do material, tendo em vista a significativa redução dos
esforços e deslocamentos neste arranjo estrutural.
O termo viga vagão é derivado de seu uso como elemento estrutural nos vagões de trem. O cabo tem a função de sustentar a viga, diminuindo-lhe o vão. Assim, vigas de menor dimensão podem vencer maiores vãos. O sistema resultante da associação de vigas com montantes e tirantes resulta no comportamento de uma viga contínua
e, portanto, hiperestática internamente, apoiada em montantes que se apoiam nos cabos.
O empuxo do cabo é absorvido pela própria viga e a forma do cabo será sempre a do funicular das cargas transmitidas pelos montantes.
Os princípios básicos das estruturas vagonadas vêm sendo utilizados na construção civil desde o final do século XVIII com a execução das primeiras pontes e viadutos em ferro fundido na Europa. As primeiras pontes a utilizarem estes princípios são as lenticulares, formadas por grandes treliças em formato próximo ao elipsoidal com barras suportadas por tirantes através de diagonais e montantes.

Tipos básicos de vigas-vagão: com um e dois montantes


Os princípios básicos das estruturas vagonadas vêm sendo utilizados na construção civil desde o final do século XVIII com a execução das primeiras pontes e viadutos em ferro fundido na Europa. As primeiras pontes a utilizarem estes princípios são as lenticulares, formadas por grandes treliças em formato próximo ao elipsoidal com barras suportadas por tirantes através de diagonais e montantes.
O advento do uso de estruturas vagonadas na arquitetura data do final do século XX, especialmente a partir da chamada arquitetura high-tech. Um dos exemplos mais conhecidos de uso do conceito de estruturas vagonadas, embora com trechos treliçados, são as pirâmides do Museu do Louvre em Paris, construídas em 1989 e projetadas pelo arquiteto Ieoh Ming Pei com a colaboração do engenheiro Peter Rice.




Outro exemplo do final do século XX é a estrutura das fachadas bioclimáticas na City for Science and Industry em Paris, construídas em 1981 e projetadas pelo arquiteto Adrien Fainsilber também com a colaboração do engenheiro Peter Rice.


O vagonamento pode ser concebido e executado virtualmente em qualquer material estrutural, mas o aço é um dos materiais mais adequados por sua maior flexibilidade e maior adequabilidade aos esforços envolvidos, especialmente nos tirantes. Uma análise mais aprofundada na história dos materiais e das estruturas mostra que o desenvolvimento do ferro e depois do aço e sua utilização na engenharia e arquitetura está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento e disseminação do uso das estruturas vagonadas.

Concepção


Para conceber uma estrutura é necessário, primariamente, definir todos os seus parâmetros geométricos desde o seu posicionamento espacial até o seu pré-dimensionamento, além de sua viabilidade construtiva através da escolha de materiais. A concepção de estruturas vagonadas é baseada na escolha de vários parâmetros como as dimensões de seus elementos (pré-dimensionamento), tipo de seção transversal, tipo de material estrutural, tipo de elemento principal, número de montantes, direção do elemento principal e direção e sentido do montante.
As estruturas vagonadas podem ser pré-dimensionadas através de fórmulas empíricas ou de gráficos. O gráfico da figura 3 pode ser utilizado, onde a altura (h) da viga vagonada em aço é dada, a partir do vão livre em metros, pela curva superior para grandes cargas e pela curva inferior para pequenas cargas.
Os parâmetros mais importantes definidos em sua concepção são o tipo de vagonamento (número de montantes, direção do elemento principal e direção e sentido dos montantes) e a geometria dos elementos (tipo de seção transversal e pré-dimensionamento). Estes parâmetros dependem das cargas e esforços envolvidos, da magnitude e razão entre vãos e da geometria da edificação. De modo geral, para cargas uniformemente distribuídas, os elementos principais e montantes estão sujeitos à flexo-compressão e os tirantes à tração.

Tipos

1- Quanto ao número de montantes: 





2- Trapezoidal ou dois montantes; 




3- Parabólica ou três ou mais montantes; 




Quanto à direção do elemento principal:

1- Unidirecional;

2- Bidirecional;

3- Multidirecional;



Quanto à direção e o sentido dos montantes:

1- Uma direção;




2- Duas direções;




Quanto ao tipo de elemento principal:
1- Viga de alma cheia;

2- Treliça;

3- Pilar;

4- Outros elementos há aplicações de outros tipos de elementos principais em estruturas
vagonadas como lonas tensionadas e vigas Vierendeel.


Pré dimensionamento


As estruturas vagonadas podem ser pré-dimensionadas através de fórmulas empíricas ou de gráficos. A figura abaixo mostra o pré-dimensionamento de vigas vagonadas em aço com dois montantes. Para vigas vagonadas com mais montantes pode-se dividir o vão uniformemente, adotar a forma parabólica do tirante e adotar os demais parâmetros. 



Deve-se entender o funcionamento estrutural do vagonamento antes de sua concepção pois vários parâmetros dependem direta ou indiretamente deste raciocínio físico. A figura abaixo mostra os esforços externos envolvidos em vigas vagonadas. De modo geral, para cargas uniformemente distribuídas, os elementos principais e montantes estão sujeitos à flexo-compressão e os tirantes à tração. A flexão nos montantes pode ser resultante de possíveis excentricidades construtivas ou cargas horizontais.